Fundinho Festival reúne 10 mil pessoas para ouvir Jazz e Blues em Uberlândia

Fundinho Festival reúne 10 mil pessoas para ouvir Jazz e Blues em Uberlândia

A praça Clarimundo Carneiro, escolhida para receber o Fundinho Festival pelo que representa na história e cultura de Uberlândia, ficou lotada de apreciadores de Jazz e Blues na sexta e sábado (04 e 05/08).

A praça Clarimundo Carneiro, escolhida para receber o Fundinho Festival pelo que representa na história e cultura de Uberlândia, ficou lotada de apreciadores de Jazz e Blues na sexta e sábado (04 e 05/08).

Realizado pela Moinho Cultural com apoio da Secretaria de Cultura / Prefeitura de Uberlândia, o evento foi patrocinado pelo grupo Algar por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e ofereceu gratuitamente 12 horas de música nos dois dias do evento.

No 1º dia, cerca de cinco mil pessoas prestigiaram os shows de Hamilton Faria Quarteto (UDI), Fonograma Jazz Quarteto (UDI), Filó Machado Sexteto (SP), Jack Will Trill convida Tim Fernandes e Naldo Luiz (UDI) e Nivaldo Ornelas (RJ) convida Toninho Horta (BH).

Hamilton Faria Quarteto abriu a noite pontualmente às 18h com a experiência de quem já tocou Fusion Jazz com brasileiros, latinos e americanos. Na sequência, clássicos do Jazz dos anos 30 a 60 interpretados com referência a outros estilos pelo Fonograma Jazz Quarteto, trouxeram mais charme à praça que ganhou decoração especial com instrumentos antigos e iluminação cênica cuidadosamente pensada para valorização do patrimônio histórico. A 3ª apresentação da noite, de Filó Machado Sexteto, levou o público ao delírio. Além do apuro técnico que faz do grupo representantes do Jazz brasileiro no mundo, juntos no palco Filó e seu neto de 14 anos emocionaram a plateia com repertório e execuções primorosas.

Depois da emoção, o calor da sanfona de Naldo Luiz – convidado junto com o saxofonista Tim Fernandes da Jack Will Trill – aqueceu a noite do mês de aniversário da cidade num show de improvisações que mescla estilos sem perder de vista a brasilidade. Jack Will Trill foi ovacionada ao iniciar seu show com uma homenagem ao cantor e compositor brasileiro, Luiz Melodia (falecido na quinta, 03/08). E para selar a 1ª noite do Fundinho Festival, o show dos mestres Nivaldo Ornelas e Toninho Horta hipnotizou o público, conectando-o com o melhor Cool Jazz feito no Brasil.

 Sucesso absoluto: mais 5 mil pessoas no 2º dia!

O 2º dia do Fundinho Festival também começou pontualmente às 16h com o show de estreia da banda MPBlues (UDI). Rapidamente as pessoas foram chegando e se acomodando ao som de clássicos da MPB interpretados numa fusão com o Blues por queridos músicos da cidade, que também não deixaram de fazer sua homenagem a Luiz Melodia. Em seguida, já com a praça cheia, a banda Blues Bolts (UDI) apresentou repertório abrangente, de clássicos às canções mais modernas. Hurtmold (SP), uma das bandas mais aguardadas do dia, foi a terceira a se apresentar. Com base no rock, mas sob influência de vários estilos, e sempre aberta à improvisação, o show da banda, seguido pela apresentação de Renato Consorte Quarteto (SP), comprovou mais uma vez o desejo conceitual do Festival de evidenciar o diálogo existente entre diversas vertentes musicais. O criativo show de Consorte no palco do Coreto apresentou ritmos brasileiros, sul americanos, afro-cubanos, Jazz, Pop, Blues, entre outros, com técnica apurada e a experiência de quem completa 40 anos de carreira. E como se a coisa já não estivesse pra lá de boa, na sequencia, no palco principal, a banda Trítono Blues (SP) “arrebentou a boca do balão” levando o público ao delírio, com um show super dançante de releituras da obra do mestre Ray Charles. Mantendo o diálogo entre estilos, Bina Coquet Trio (SP) fez cair o queixo do público com seu também dançante show de Jazz Cigano ou Jazz Manouche, em repertório brasileiríssimo.

Por último, o tão esperado show do bluesman, Guitar Slim Jr., que veio de New Orleans para apresentação única no Brasil, ao lado de Maurício Winckler e da tecladista norte americana Jan Clements. Hipnotizada pelo diálogo das guitarras, a plateia respondeu à altura com energia e vibração, mostrando que de fato merece espetáculos como estes. “Foram duas noites memoráveis, reunindo grandes nomes do jazz e blues, inclusive de nossa Uberlândia e mostrando como o Bairro Fundinho é muito importante para a cidade pela sua capacidade de acolher a todos muito bem”, diz Marcelo Mamede, um dos idealizadores do Fundinho Festival.

 Veja depoimentos de músicos e público presente no 1º dia:

 “Moro no bairro Fundinho há mais de 10 anos e nunca vi um evento como este: muito bem organizado e com música de tão boa qualidade. Meus sinceros agradecimentos à organização e patrocinadores sem os quais isso aqui não seria possível” – Orlei Moreira (jornalista)

“Sou de Ribeirão Preto e vim hoje para Uberlândia com minha esposa especialmente para o Fundinho Festival. Esse evento está excelente. O Brasil precisa de iniciativas como esta” – Ricardo Garcia (Engenheiro Químico)

“É maravilhoso ter acesso à música de boa qualidade, como o Jazz e o Blues. O Fundinho Festival é realmente um presente para Uberlândia. Espero que perdure” – Regina Crosara (professora de Biologia)

“Foi uma noite muito especial. Um evento como este é coisa rara no Brasil. Vida longa ao Fundinho Festival” – Nivaldo Ornelas (músico)

“Noite maravilhosa, incrível. Quem disse que não temos público para música instrumental? Estou muito feliz de ter tocado para este público maravilhoso. Estou me sentindo nas nuvens pelo que aconteceu aqui esta noite. Faço votos de que o Fundinho Festival não esmoreça” – Filó Machado (músico)

Agora depoimentos de músicos e público presente no 2º dia:

“A gente quer conceito e o Fundinho Festival nos proporcionou isso. Vários estilos musicais dialogando entre si com criatividade. Fiquei muito surpreso com a organização. Em toda minha carreira, nunca vi tanto cuidado e profissionalismo, do começo ao fim” – Renato Consorte (músico)

“É raro iniciativas como essa que proporcionam em praça para um público amplo shows de música do circuito não comercial. Tocar aqui foi único!” – Maurício Takara (baterista da banda Hurtmold)

“O Fundinho Festival revelou uma maturidade tanto da cena musical local, que tem excelentes músicos, quanto do público que veio prestigiar. É difícil termos um evento desse nível para um público tão diverso e abrangente. Já fui a vários festivais e, com essa organização, só conheço um no Brasil que é o de Rio das Ostras (RJ)” – Emerson Guerra (músico e geógrafo que veio do Rio de Janeiro especialmente para o Fundinho Festival)

“Me sinto privilegiada em poder participar de um evento como esse, que apresenta não só estilos tradicionais de Jazz e Blues, mas mostra a inovação, a criatividade que existe na música. Vi na praça desde bebês a pessoas de 70 anos curtinho boa música e isso é incrível. Está tudo realmente incrível” – Juliana Bom Tempo (professora universitária).

Michele Borges
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